Arquivo de Outubro, 2010

Formatos de output

Qualquer que seja o formato ou o suporte em que o filme seja gravado, isso é independente do formato final em que ele será exibido. Existem máquinas e software que podem converter virtualmente qualquer formato gravado para qualquer outro. Mas se quisermos que o público possa ver o “nosso” filme numa TV, temos de seguir os standards de televisão, porque o vídeo digital tem de operar dentro do ambiente das transmissões televisivas.

Isto nota-se sobretudo nas proporções do ecrã – um formato nominal de 4:3 (lê-se quatro por três), ou quase quadrado, derivado dos ecrãs da TV doméstica. Apesar do formato ser chamado de standard, poucas câmaras de vídeo ou ecrãs produzem exactamente um formato 4:3. E para aumentar a confusão, um número cada vez maior de câmaras de vídeo oferecem um formato de 16:9 (lê-se dezasseis por nove), ou ecrã largo.

Standards de televisão

O mundo da TV está dividido em dois: a zona PAL/SECAM incluindo a Europa e uma grande parte do mundo; e a zona NTSC incluindo a América do Norte e grande parte da América do Sul.

O NTSC (National Television Systems Commitee) oferece uma imagem mais estável com uma velocidade de fotogramas de aproximadamente 30 fps (fotogramas por segundo) mas com menos detalhe, com 525 linhas de varrimento, comparado com o PAL (Phase Alternating Line) e o SECAM (Sequencial Colour and Memory). O sistema europeu oferece um detalhe ligeiramente superior com as suas 625 linhas, mas é visualizado de fotogramas inferior (e por vezes irregular) de 25 fps. Os dois sistemas diferem também na maneira como gerem a informação sobre as cores.

Uma TV de 1954 (à esquerda) apresenta as mesmas características básicas dos ecrãs de TV excepto os mais modernos. Possui um formato de ecrã de 4:3 e imagens entrelaçadas, baseadas no ciclo de corrente eléctrica alterna. Uma grande vantagem dos televisores modernos (à direita) é o ecrã plano.

Ecrã largo

Como standard, as câmaras de vídeo gravam no formato rectangular 4:3. À medida que a televisão de alta definição (HDTV) e as TVs de ecrã largo se vão tornando cada vez mais comuns, existe uma maior necessidade de as câmaras gravarem para o formato 16:9. Algumas câmaras podem alternar entre 4:3 e 16:9, mas isso tem o seu preço.

 

Ecrã 4:3 (imagem à esquerda) e ecrã 16:9 (imagem à direita)

 

Algumas câmaras parecem gravar no formato ecrã largo, mas na realidade cortam as partes superior e inferior da imagem.

Para evitar a confusão, deves saber de que forma o teu filme irá ser visualizado. Se o filme se destinar a uma TV standard, a maioria das câmaras de vídeo digitais grava em 4:3 (largura: altura). Para um ecrã largo ou HDTV, deve regular a câmara para o formato 16:9, se possível.

Para mostrares um vídeo na Internet, 4:3 é a opção mais segura.

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O que é a linha do tempo?

A linha do tempo (timeline) é uma representação gráfica do conteúdo do filme. É lida da esquerda para a direita, passando-se de um clip para outro pela mesma ordem pela qual irão aparecer no filme.

Quando se insere clips na sequência, a linha do tempo prolonga-se; se mudarmos de ideias e apagarmos sequências sem as substituir, a linha do tempo encurta-se.

 

  • Timeline com imagens

A representação mais simples de uma linha do tempo é com imagens. Neste modo, o primeiro fotograma de um clip é usado, por predefinição, para representar todo esse clip. O inconveniente desta opção é não mostrar o tempo de duração relativo dos clips na sequência.

Timeline com imagens

Timeline com imagens

 

  • Timeline escalar

Uma linha do tempo escalar representa a duração de um clip em proporção ao todo. Conforme o programa de edição de vídeo, quando se acrescentam clips e a sequência se prolonga, os clips ficam mais juntos para caberem mais no ecrã.

Timeline escalar

Timeline escalar

 

Clips, gráficos, imagens estáticas e som, são manipulados em pistas sobrepostas à linha do tempo. Podem ser comparadas com camadas de material: uma camada pode esconder outra, ou ambas podem ser visíveis. Ao mesmo tempo pode ser reproduzida uma camada de áudio.

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O que são Frames e Fotogramas?

Em inglês, fala-se em “film frame” ou “video frame“, conforme o produto em questão tenha sido realizado em película (tecnologia cinematográfica) ou vídeo (tecnologia electrónica, seja ela analógica ou digital).

Designa-se por fotograma a cada uma das imagens impressas quimicamente na fita de celulóide de um filme. Projectadas a uma cadência de 24 por segundo, produzem a ilusão de movimento. Isto deve-se à incapacidade do cérebro de processar as imagens enviadas pelo nervo óptico como fotografias separadas, quando dispostas sequencialmente a esta velocidade. Esta persistência na visão faz com que o cérebro misture as imagens seguidas, dando a sensação de movimento natural.

Muybridge race horse gallop

Muybridge race horse animated

Em português, em geral usa-se o termo fotograma para as imagens individuais de um filme, reservando a palavra frame apenas para as imagens de vídeo.

Na produção audiovisual, é comum usar-se a palavra “frame” também como unidade de tempo. Neste caso, a sua precisão depende da cadência de projecção utilizada em cada sistema particular de filme ou vídeo.

Por exemplo, no cinema sonoro (desde 1929), a cadência padrão de projecção é de 24 fps (frames por segundo), portanto um frame equivale a 0,0417 segundos. Mas, no período do cinema mudo, a cadência variava entre 16 e 20 fps, dando à frame uma duração entre 0,0500 e 0,0625 segundos.

Nos sistemas de vídeo utilizados nos Estados Unidos, Canadá, Brasil e Japão (NTSC), a cadência é de 29,97 imagens por segundo, portanto cada frame equivale a 0,0333 segundos. Mas os sistemas de vídeo europeus SECAM e PAL (também utilizados na maior parte da América Latina) trabalham com uma cadência de 25 fps, o que faz com que cada frame dure 0,0400 segundos.

Aqui fica um exemplo de 1 segundo em 25 frames.

Retrato de 1 segundo em 25 frames

(Texto adaptado da Wikipedia  http://pt.wikipedia.org/wiki/Fotograma )

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O meu filme de férias

O exemplo seguinte apresenta um pequeno trabalho de edição feito no Windows Movie Maker.

Trata-se de usar um conjunto de pequenos clips e construir uma pequena história com eles. Nota que qualquer semelhança entre este filme e a realidade é pura coincidência 😉

O que vais precisar:

  1. Observar os pequenos clips de vídeo que o teu professor colocou no teu computador de trabalho;
  2. Uma folha de papel (ou então usa o Word) e faz um pequeno roteiro ou storyboard com base nos clips que mais gostas;
  3. Faz depois a edição do teu filme no Windows Movie Maker.

Usa a tua criatividade para surpreender os teus colegas. Não tentes fazer um filme demasiado longo, por isso deves escolher apenas alguns dos clips. Aplica efeitos de transição e títulos para dar um ar mais profissional ao teu projecto.

Para que não te sintas “perdido” existe um documento/tutorial que te ajuda nas tarefas de edição. Faz o download do tutorial aqui.

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O que é um storyboard?

Storyboard são organizadores gráficos tais como uma série de ilustrações ou imagens arranjadas em sequência com a intenção de pré-visualizar um filme, animação ou gráfico animado, incluindo elementos interactivos em websites.

Um filme, seja ele feito para um anúncio comercial de TV, uma novela, uma série de TV ou mesmo um filme longa-metragem tem em comum entre si que antes de ser finalizado é antes visualizado por uma sequência de quadradinhos, muito parecida com as histórias em banda desenhada, e é a essa sequência o que chamamos de storyboard.


Exemplo de um storyboard

(clica na imagem para veres em tamanho real)

Um storyboard tem como finalidade marcar as principais passagens de uma história que será contada num filme da forma mais próxima com a qual ela deverá aparecer na tela de um cinema ou de televisão.

Em algum ponto do processo de produção de um filme vamos precisar de um storyboard como script do nosso projecto. Para produções mais simples parágrafos de estilo ou simples notas podem resolver o problema, mas para vídeos mais incrementados a melhor maneira de diminuir a ocorrência de erros durante a produção é desenhar quadro a quadro a sequência de cenas.

Um storyboard segue o fluxo do vídeo desde a primeira cena até a ultima e descreve visualmente a mesma, a música e a orientação dos objectos. Depois de finalizado as pessoas envolvidas no projecto percebem as nuances de sequência, o ritmo das cenas, ambiente e a eficácia em transmitir a história.

Assim, temos que um storyboard é um rascunho de como vamos organizar as cenas do nosso pequeno vídeo ou filme. Serve para:
• Definir os parâmetros da história, bem como avaliar os recursos e o tempo;
• Organizar e focar uma historia;
• Descobrir qual os melhores meios para executar uma cena.

Aqui fica um exemplo de um anúncio comercial:

storyboard

Para finalizar resta ainda referir que Roteiro ou Guião são outros termos aplicados a esta técnica.

(Texto adaptado da Wikipedia  http://pt.wikipedia.org/wiki/Storyboard )

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